Art. 792
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A alienação ou a oneração de bem é considerada fraude à execução:
Art. 792, inciso I
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quando sobre o bem pender ação fundada em direito real ou com pretensão reipersecutória, desde que a pendência do processo tenha sido averbada no respectivo registro público, se houver;
Art. 792, inciso II
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quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de execução, na forma do art. 828 ;
Art. 792, inciso III
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quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou outro ato de constrição judicial originário do processo onde foi arguida a fraude;
Art. 792, inciso IV
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quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor ação capaz de reduzi-lo à insolvência;
Art. 792, inciso V
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nos demais casos expressos em lei.
Art. 792, § 1º
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A alienação em fraude à execução é ineficaz em relação ao exequente.
Art. 792, § 2º
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No caso de aquisição de bem não sujeito a registro, o terceiro adquirente tem o ônus de provar que adotou as cautelas necessárias para a aquisição, mediante a exibição das certidões pertinentes, obtidas no domicílio do vendedor e no local onde se encontra o bem.
Art. 792, § 3º
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Nos casos de desconsideração da personalidade jurídica, a fraude à execução verifica-se a partir da citação da parte cuja personalidade se pretende desconsiderar.
Art. 792, § 4º
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Antes de declarar a fraude à execução, o juiz deverá intimar o terceiro adquirente, que, se quiser, poderá opor embargos de terceiro, no prazo de 15 (quinze) dias.