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Art. 3

Alienação Fiduciária e Busca e Apreensão — Decreto-Lei nº 911/1969

Art. 3

Redação dada pela Lei nº 13.043/2014

O proprietário fiduciário ou credor poderá, desde que comprovada a mora, na forma estabelecida pelo § 2º do art. 2º, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, a qual será concedida liminarmente, podendo ser apreciada em plantão judiciário.

Art. 3, § 1º

Redação dada pela Lei 10.931/2004

Cinco dias após executada a liminar mencionada no caput , consolidar-se-ão a propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário, cabendo às repartições competentes, quando for o caso, expedir novo certificado de registro de propriedade em nome do credor, ou de terceiro por ele indicado, livre do ônus da propriedade fiduciária.

Art. 3, § 2º

Redação dada pela Lei 10.931/2004

No prazo do § 1º, o devedor fiduciante poderá pagar a integralidade da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial, hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus.

Art. 3, § 3º

Redação dada pela Lei 10.931/2004

O devedor fiduciante apresentará resposta no prazo de quinze dias da execução da liminar.

Art. 3, § 4º

Redação dada pela Lei 10.931/2004

A resposta poderá ser apresentada ainda que o devedor tenha se utilizado da faculdade do § 2º, caso entenda ter havido pagamento a maior e desejar restituição.

Art. 3, § 5º

Redação dada pela Lei 10.931/2004

Da sentença cabe apelação apenas no efeito devolutivo.

Art. 3, § 6º

Redação dada pela Lei 10.931/2004

Na sentença que decretar a improcedência da ação de busca e apreensão, o juiz condenará o credor fiduciário ao pagamento de multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente a cinqüenta por cento do valor originalmente financiado, devidamente atualizado, caso o bem já tenha sido alienado.

Art. 3, § 7º

Incluído pela Lei 10.931/2004

A multa mencionada no § 6º não exclui a responsabilidade do credor fiduciário por perdas e danos.

Art. 3, § 8º

Incluído pela Lei 10.931/2004

A busca e apreensão prevista no presente artigo constitui processo autônomo e independente de qualquer procedimento posterior.

Art. 3, § 9º

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

Ao decretar a busca e apreensão de veículo, o juiz, caso tenha acesso à base de dados do Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM, inserirá diretamente a restrição judicial na base de dados do Renavam, bem como retirará tal restrição após a apreensão.

Art. 3, § 10

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

Caso o juiz não tenha acesso à base de dados prevista no § 9º, deverá oficiar ao departamento de trânsito competente para que:

Art. 3, § 10, inciso I

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

registre o gravame referente à decretação da busca e apreensão do veículo; e

Art. 3, § 10, inciso II

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

retire o gravame após a apreensão do veículo.

Art. 3, § 11

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

O juiz também determinará a inserção do mandado a que se refere o § 9º em banco próprio de mandados.

Art. 3, § 12

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

A parte interessada poderá requerer diretamente ao juízo da comarca onde foi localizado o veículo com vistas à sua apreensão, sempre que o bem estiver em comarca distinta daquela da tramitação da ação, bastando que em tal requerimento conste a cópia da petição inicial da ação e, quando for o caso, a cópia do despacho que concedeu a busca e apreensão do veículo.

Art. 3, § 13

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

A apreensão do veículo será imediatamente comunicada ao juízo, que intimará a instituição financeira para retirar o veículo do local depositado no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas.

Art. 3, § 14

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

O devedor, por ocasião do cumprimento do mandado de busca e apreensão, deverá entregar o bem e seus respectivos documentos.

Art. 3, § 15

Incluído pela Lei nº 13.043/2014

As disposições deste artigo aplicam-se no caso de reintegração de posse de veículos referente às operações de arrendamento mercantil previstas na Lei n 6.099, de 12 de setembro de 1974.

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